domingo, 25 de março de 2012

(...) Sem algo ser .





Posso até me acostumar com essa remota solidão que novamente me acompanha.
Quero-te se quiseres ser meu; Meu amado, meu lar, meu planeta Vênus.
Existe uma roda que gira com a rotatividade do respirar, ás vezes a temo.
O tempo que nunca parou me joga na cara o que hoje não consegui ser.
Existe um templo do outro lado do rio aguçando a minha curiosa vontade suicida de me jogar no mar da vida. Aquele que despedaça ou glorifica alguém.
E quase todos os dias, acordo com medo de não ser o que no ontem foi plantado.
Medo de não ter conseguido, misturar-se a correnteza do mar.
Hoje, amo-te como a mim mesmo (...)
Consigo enxergar a essência do seu ser.
Mesmo em dias nublados, o sol continua a brilhar e
aquecer os corações que gelados se tornaram pelo sereno da noite.
A lua esconde-se com frequência, e ainda sinto calor quando deveria sentir frio.
(...)

Porta, retrato do mar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O segundo. O minuto. Um ou sete dias





A partir do momento em que o segundo se transformou em minuto, eu senti você se desconectando de mim.
A primeira escolha foi minha, a segunda sua.
Então as horas passam lentamente até que sete ou algum número próximo de dias complete.
De longe, sinto seu amor se esvaindo em lagrimas e ausência.
Saudades, decepções e expectativas; ou agora a falta delas.
É muito difícil para mim apostar tudo e tudo poder perder.
Quero ainda um pedaço enorme de ti na minha vida. Como também queres.
Acontece que já andas de pé; eu ainda estou em processo de queda de uma arvore que é muito alta.
Confesso que em ti encontrei a paz. Que és incrivelmente iluminado e inspirador.
Existe em mim um desejo louco de te devorar.
Amar-te com todas as forças e desaparecer contigo para o fundo do mar.
Existe também algo que me impede de te roubar de ti, do seu mundo..., ainda não consegui desvendar isso que me impede.
Quero-te bem; Bem te quero.
Noite e dia.
Afasto-me de ti para que melhor possas ficar.
Compreenda meu medo de perder tudo.
Um futuro melhor nos espera; juntos os separados.
Sendo um na mesma estrada ou dois em estradas separadas.
Não fui egoísta nem te magoei por querer; Talvez eu tenha sido medroso; Não sei.
Que a chuva caia e molhe nosso rosto, levando dele lágrimas de falta e tristeza.

Porta, retrato do mar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Quando Setembro Acordou




Meus olhos são portas que seguram todas as lagrimas de séculos vivendo na escuridão.
E meu amor que guardado para uma outra vida, escorre pelas portas que hoje decido abrir.
Olhos e ouvidos bem atentos para o querer da pele.
Não esperava que Setembro aparecesse novamente para me abraçar com seus signos e mãos.
Virgem.
Castanhos, são seus olhos que iluminam ao meu ser quando encontram os meus. Mais claros ficam pelo dia.
Neve, sua pele macia e com cheiro de águas do destino que afogam o meu orgulho.
Ainda temos muito para ver, pois estamos abrindo as fechaduras dos olhos que se privava de um amor qualquer, talvez prevendo esse.
Foram muitas as pedras, águas e ruas que passamos por essa semana, mas, o vento soprou nosso rosto e enxugou todo suor causado pelo desgaste e desencontros que a inveja alheia causava a nos ver.
Esse segredo que não poderia ser revelado a quase ninguém daquele mundo móvel que nos levava ao nosso ‘destino final’
Cobertor e luz apagada.
Luz das estrelas lá fora, não iluminavam quanto queríamos, estávamos no mundo cheio de estados e capitais que nos levava ao nosso ‘próprio mundo’.
É que no futuro aquele destino poderá não ser mais o nosso.
Alguém sempre se muda para outro planeta, não há como correr, pelo menos não quando é pra ser.
E vamos viver enquanto há vida.
Porque se hoje somos gotas de chuva que caem em algum buraco seco, juntos poderemos nos transformar em mar.

Porta, retrato do mar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Uma alma que carrega lágrimas





Ele morreu. O Fernando.
Provavelmente vai fumar mais um cigarro e ouvir mais uma vez coconut skins, pois é adepto da idéia de ‘mais um(a)’; mais um amor, mais um cigarro, mais uma vez...
Sua alma se foi com lagrimas guardadas que não se transformaram em chuva por conta do sol que lá fora fazia.
Todos para ele também morreram, todo e qualquer ângulo que você conseguir encaixar uma pessoa foi anulado, não houve enterro. Talvez porque ninguém o segurou na hora da partida e em seus olhos não olharam; Acho que não sabem nem a cor. Não importa mais, agora.
É claro que é dia de comemoração, há sol lá fora. Todas as almas egocêntricas e carentes vão atrás de ‘carne’ para preencher o seu infinito solitário; O buraco que cresce cada vez mais no meio da alma.
Mas, todos os quadros feitos pelo próprio não foram em vão, houve época que ele achava ter sido. Hoje compreende tudo perfeitamente, ou ao menos acredita compreender.
Falta pouco para sua chegada ao mar. Aquela alma sofredora e carregada de lagrimas das quais não conseguirá a sorte de não ter que levá-las para a eternidade.
..., juntando-se ao mar, algumas dores por instantes desaparecem, a condenação a eternidade é o seu maior fardo, Pois a dor mais colossal de todas há de permanecer;
A dor de ser uma alma carregada de lágrimas.

Porta, retrato do mar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Primeira fila




É setembro, em fim.
Acordei hoje, mês nove e agosto ainda não partiu de mim.
Maldito Agosto. Com seus desgostos e desilusões.
Eu quero morrer, dormir, desaparecer ou qualquer coisa que me faça acordar no meio de setembro e deixar essa dor que agosto plantou em mim que só cresce, já dizia minha vo: -Agosto, mês do desgosto. Estava certa, ela melhor que ninguém poderia afirmar isso, havia nascido no primeiro dia; coitada, que vida miserável.
Agosto me trouxe um amor. E levou-o de volta no ultimo dia.
Trinta-e-um-de-agosto.
È setembro em fim, deixei meu amor, ele me deixou, talvez nos deixamos. Mas, temos as lembranças; que algum dia talvez possa nos juntar. Não sei. Não sabemos. Agosto se foi.
È flor, é flor, é flor grito alto, bem alto pra avisar que em breve a primavera chega e varre esse inferno de inverno seco de uma vez por todas.
Eu canto alto: I'm in the front row
The front row with popcorn
I get to see you, see you close up.


Eu vejo o amor chegando; A esperança e a Paz.
É Setembro. Em fim.

Porta, retrato do mar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Olho/Olhar ( Quando Sunshine e Vênus se encontraram )






Estou perto do coração selvagem, aquele que come e destrói toda e qualquer gota vermelha dos mares que correm no seu corpo.
E o fogo me consome até eu não conseguir ter controle de algo que é naturalmente e instintivamente meu. Então esqueço que há equilíbrio e penetro-te com medo e agonia; uma alma perdida pecadora e poderosa. Não, eu não posso mais controlar essas vozes que não sei se são minhas ou suas..., essa vertigem..., essas vontades de ir e voltar que não são suas, nem minhas; mas de quem éramos.
Meus olhos e os seus; cegos, sendo guiados pelas mãos que lentamente arrancam pedaços do corpo nosso.
Algumas memórias que me recordo ao queimar junto a ti e finalmente sermos um, correm pela estrada da vida..., a que uniu dois corações que esperavam incessantemente um pelo outro desde muito jovem, para finalmente poder amar.


Porta, retrato do mar.
( For My Sweet Sunshine )

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Moonage Daydream



ja estava na hora de por as botas, e agora com elas, tão cedo não pretendo larga-las.
Então estou sentado aqui ha pelo menos quatro horas vendo vocês se difamarem numa guerra que é muito pre-potentepretenciosa que não cessa nos primeiros dias da semana de todos os messes até o ultimo
estou de botas e muito impaciente, você ja percebeu né, eu sei
conversamos sobre isso no primeiro minuto em que sentamos todos aqui, e você-percebeu-nos -percebemos e continuamos a nos comunicar discretamente para que eles não pecebam a nossa impaciecia, notei a sua também querida.
Pois no nivel em que eles estão achariam que tal impaciencia que é justa por sinal seria O julgamente final perante todas as pretenções e pre potencias apresentadas como palavras crusadas a procura de serem desvendadas e até mesmo curadas.
Digo com autoridade que nao pretendo tira-las, as botas, falo sobre elas, foi de onde tudo começou.. obviamente da minha parte, sempre eu, o culpado pelo seu 'back to black', então deixamos pra lá, pois continuemos conversando discretamente fingindo estar entendendo toda essa arogancia que esta sendo nos apresentada.
Tudo isso sobre Orgulho/Imagem/Odio/Repulsão/Julgamento & compaixão parece mais um navio estacionando no espaço aereo, obviamente posta de uma outra maneira, daquela que ninguem perceba que as palavras saem da sua boca com o som pretencioso e sim 'de uma verdade universal' que você inconsientemente nos obriga a acreditar e quando 'aquele' teor passa vc simplesmente fala:
-foram ditas da boca pra fora, pois existe um medo muito sujo em você admitir que estava equivocada, porque você nao gosta de ser uma pessoa errada, pois tais são pequenas diante da sua magestade de conhecimentos infinitos que não conseguimos ver ainda, alguns fingem ver sabé, e fingem bem, nao queria estar te dizendo isso, pois te desapontaria bastante saber, mas, como estamos conversando discretamente, te falo quantas vezes quiseres, caso algum dia haja rumores sobre quem contou pode dizer que foi eu, nao tenho medo algum em admitir;
Porque o jogo aqui, é de quem mente melhor, ou na verdade é; quem mostrar melhor estar enganado? Creio que você acha que somos especialistas perante ao dr lightman né?
cuidado com os seus pensamentos, e melhor dizendo cuidado com as suas vontades meu bem.
Posso te chamar de meu bem né?
claro que posso, ninguem vai estar ouvindo os nosso sons faciais e é isso que você teme; que todos eles descubram quem você é de verdade
mas, admito que és muito boa, esta conseguindo estabelecer duas linhas de comunicação entre eu e você & você e eles, elas se interligam eu sei;
-eu sou muito bom também? que isso, é porque estou de botas, elas me passam todo conhecimento absorvido por todos os lugares e pessoas pela qual passou.
-aham, fiquei sabendo que ela morreu, foi overdose ou assasinato?; do geito que ela andava louca acho que foi overdose mesmo, mas, nem sei sabe; ela andava saindo com umas pessoas estranhas que nunca vimos pela area.
quer um?
aham, toma.
bebe mais um pouco, você ainda esta lucida, fiquei sabendo também que quando estas muito louca consegues a façanha de esconder esse alguem que conheço, que pulsa e grita dentro das tuas pernas; besteira não conto a ninguem.
Sabe já estou cansado de conversarmos sobre essas coisas, mas, nao se preocupe pois nao vou contar os segredos de quem você é e quantas faces você tem, Palavra de Bowie, como nos velhos tempos.
Esta frio lá fora e todos nos estamos pelados aqui né, que coisa mais sem noção de se fazer por tanto tempo, mas esse teor nos esquenta por isso não sentimos frio, sem contar todo veneno derramado e bebido sem perceber por eles e por fim, por nos, mas, é o de menos...o veneno, nunca demos muita importancia a venenos... não, nao falei nada, na verdade, falei alto, esquece.
eu sei estou de botas ainda, porem me considero nú querida. Se eu te empresto algum dia as minhas botas?
ah nem vem com essa.
São cinco anos e quatro horas cara, me acende mais um cigarro e fim de jogo.

Porta, retrato do mar.