domingo, 16 de junho de 2013

Sem barra(r)





Já que não existe amor em SP
volte para os meus quentes braços nordestinos
que um novo lar faremos.
Toda'quela magoa foi-se.
Cigarros consumidos evanescendo Toda'quela.
Assim que sei do teu código,
tu me ler com seus instintos
e surtos momentâneos.

" Love me or leave me",
all night on us
that song... Just we know
Nina Simone Knows.

Mas, que também se for plástico,
barro ou de papel, tudo no fim vira pó;
Assim como nós;
Fullgas nessa vida efêmera.
No instante Já, dentro de Nós.
Viajando com o vento.
Sendo gratos a vida.
Estando inteiramente Vivos.

Porta-retrato do mar.


terça-feira, 30 de abril de 2013

Desacreditar, não-teu.





Sete vezes O Vestido Preto.
O Vestido Preto.
Preto, O Vestido.
Porque é um número perfeito, dizem.
Foi criada entre eles.
Falece as pálpebras, deixando-as escuras.
Anoitece a vida.
Faz o Grande estar Pequeno.

Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.

De Vestido Preto;
Trancada dentro de Si;
Fora do Mundo.
Olhos sem nada enxergar.
Transgredindo a Alma aos Ancestrais.
Um dia garota, dirás para si, diante do espelho:
Que hoje você não vai chorar até dormir.

Porta- retrato do mar

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Andar




Eu que carregado de amor estou
sem querer usar a primeira pessoa, pois sou outras também
tanto na primeira, na segunda e nas demais manhãs
carrego energias absorvidas das luas de primaveras, outonos...
é que na liberdade encontro todo esse amor que necessito.

Alimento-me de fragmentos e triângulos.
Tranformo-os em calmaria, e sorrisos desenfreados e absurdos ao seu ver;
um ver vulgar, fullgas e banal.

Desconheco-me a medida que caminho.
Ando para o conhecimento da vida, não de mim.
Vou voltar andando, sempre.
Abismo, colossal, com os pés que nunca descansam.
Hei um dia de morrer, e continuar a voltar andando;
Ir andando.

Deixo a fogueira da vida me queimar, até a imploro que isso faça.
Me acalmo com os rios e mares que em mim desaguam e nos que desaguo.
E os ventos que balançam meus cabelos
sopram em meus ouvidos que estou vivo.

Porta-retrato do mar.

domingo, 3 de junho de 2012

Confissão de um sonho quebrado






- Te dou um cigarro caso aceites sentar aqui comigo por um instante, é que sofro de uma doença degenerativa. Pretendo me matar.
Agora, todas as paginas da minha historia estão em branco. Confesso que já sabia da minha doença, mas, a maquiava com ilusões, sorrisos e até mesmo com amor.
Mas, há pouco decidi morrer.
Sei que é totalmente egoísta fazer isso sem a ninguém avisar.

-Aviso, aviso sim; ao vento, ao mar, a Deus, talvez aos meus criadores. A ninguém mais.
Sabe que nunca tinha me passado pela cabeça, isso, hoje passou, vejo como liberdade.
...
- Meu amigo, ontem tive sonhos tão perturbadores; tudo era tão distante, tão incerto, tudo resumia-se a um imenso buraco negro, no qual eu havia chegado ao fim, tocando a terra e nenhuma luz, no fim do túnel, melhor dizendo, do buraco.
Não sei se devo culpar alguém, talvez a mim. Se assim não for, não culparei a ninguém mais.
A cidade dorme, minha luz já não produz sombras, chove na Rússia.
Essas são minhas ultimas palavras, amigo.
...
E foi-se, caindo no esquecimento.

Porta, retrato do mar.

sábado, 2 de junho de 2012

Lágrimas de Maio



Os últimos sinais vitais de Maio nos traz o cinza para acompanhar manhas, tardes e noites, que choram sem fim, alguma dor.
Meus olhos também carregam essa cor, acompanhando de perto, a morte.
E não é nenhum mistério do porque, a lua em mim, se negou a ser cheia.
Essa cor monótona me invade, congelando alguns sentimentos, quase esquecidos, pela ausência tua.
Cobre os prédios, as ruas, o mar, a vida.
O Céu carregado d’agua com tamanha dor a ser descarregada em tudo.
Existe esperança nesses dias sem amor?










É que dentro de mim, também chove.

Porta, retrato do mar.

sábado, 26 de maio de 2012


O sol ainda ilumina o horizonte que parece incerto.

 Ainda um pouco claro, os amores se divertem com o dia que demora a acabar.

 Sofrem os solitários, com a espera, incessante pela Lua.

 Hoje crescente, carente de solidão.

Superficialmente alegre pelo falso sorriso riscando o céu que decidiu não se definir.

 O som que as ondas fazem ao bater nas pedras é Silencio, você me disse.

 Imediatamente um tímido sorriso se fez em mim, impulsivamente discordei.

 No fundo, na essência da alma, sei que falaste a vossa verdade, acreditei também ser a nossa.

 Acontece em nós, um silencio inegável e agora compreensível que eu ousava negar.

 Naquele momento em que o sol nascera no horizonte, para onde olhávamos;

 Juntos brilhamos. Junto a ele, e com fragmentos expostos aos poucos, fomos construindo mais uma parte do que somos Nós.

 Aproximando-se cada vez mais, ao ponto de tocarmos um a alma do outro.

 Junto ao Sol, as Pedras, ao Mar.

 CLOSER de NÓS.

Porta-retrato do mar


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Atemporal


Chove dentro de mim. Nubla a mente. O corpo.
Lagrimas e borboletas agitadas me sobem aos olhos.
As horas que não passam.
Nenhuma canção para curar, essa confusão, que embaça a visão.

Chove lá fora, apaga o cigarro aceso na hora errada.
Nuvem carregada demora a passar, derrama mais drama.
Flores murchas sendo atiradas como pedras, ferem como tais.
Feridas abafadas. Escondidas.

Chove dentro de mim, chove lá fora.
Sons que a chuva me traz, alivia um pouco.
O silencio que nós fazemos enquanto faz sol.
Sol lá fora.

Porta, retrato do mar.