sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Espelho d'água




IN-Felicidade.
Quantas significações podemos encontrar?
Uma..s, ?
Vida, estaria dentro ?
Mas, o que Ser? , para reverter o prefixo ?
Quantas celas-sílabas conseguimos encontrar,
se pensarmos um pouco?

Útil-IN.
O inverso tem o mesmo sentido?
IN-Útil.
É a vida?
a qual foi tomada como referencia...

Claro-que-não.
?

É aquele que acha o contrario?
De que?
O mesmo é sempre o numero zero.
?
Nada a servir.

Quantas formas tem a vida?

Circular, isóscele, quadrada,
em ondas, linear...
?

O que fazer com o grito calado?
Mudo.
Não vira bosta.
Não sai pelo cú.
É mais fácil se afogar quando se nada contra o rio.
Pode-se-ser ;
Como os degetos, despejados no próximo desaguar.
Ora mar,
ora mar-é-morta.


Porta- retrato do mar

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Reverso





Segunda- feira dos silêncios.

Sonhos com a morte na noite de domingo
 e a repressão  feita no cair da tarde escaldante,
do segundo dia da semana.


Tantas pessoas se perdem em outros lugares, e aqui também não é diferente.
Seja nos labirintos da mente, ou nos desencontros na linha do tempo.


Astrologia, religião, mudança de foco, maturidade, falta dela, ou apenas destino.
traçados por sabe-se-lá-quem.


Um dia ouvi dizer que o tempo é a verdade,
talvez a única.


Vindas da cidade grande até a casa no campo.
Dentro ou fora, de si, ou das quatro, dezesseis, ou quantas forem,
paredes, as pessoas se perdem.
Não existe quando.
Você não escapa.
Nunca.

Até que acaba por parar em algum lugar,
sendo talvez o mesmo, ou outro, quem sabe?
 Ninguém.


Esperando por se perder novamente,
 e por fim se encontrar,
ou nunca isso.


Vagar no vai-e-vem da loucura que a insônia causa
até o próximo plano.
A folha virada.



Porta-retrato do mar.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013



Decidiu comprar
Colar de perolas, batom vermelho e salto preto.
Não sabia exatamente qual a roupa do corpo.
Provavelmente iria nua.
Tantas outras vezes já esteve, e logo ela, adepta
de uma vez mais.
Sempre mais uma vez:
Mais uma carreira, mais um cigarro,...
Mais uma vez nua, uma foda a mais.
Mesmo que não tão proveitosa como as do inicio da noite.

A lua não estava para feitiço, ritual ou desejos.
Restava-te  se guardar.
Ficar em casa de branco,
tomar um copo de leite com cravo, sal e hortelã.
Pura.
Como o leite.

Decidiu arrebentar-se no rebentar da beira,
assim em frente aquela maré podre,
mangue.

Misturou-se com porcos, cachorros e ratos.
E ao meio dia,
acordou comendo lama.

Porta-retrato do mar.

domingo, 16 de junho de 2013

Sem barra(r)





Já que não existe amor em SP
volte para os meus quentes braços nordestinos
que um novo lar faremos.
Toda'quela magoa foi-se.
Cigarros consumidos evanescendo Toda'quela.
Assim que sei do teu código,
tu me ler com seus instintos
e surtos momentâneos.

" Love me or leave me",
all night on us
that song... Just we know
Nina Simone Knows.

Mas, que também se for plástico,
barro ou de papel, tudo no fim vira pó;
Assim como nós;
Fullgas nessa vida efêmera.
No instante Já, dentro de Nós.
Viajando com o vento.
Sendo gratos a vida.
Estando inteiramente Vivos.

Porta-retrato do mar.


terça-feira, 30 de abril de 2013

Desacreditar, não-teu.





Sete vezes O Vestido Preto.
O Vestido Preto.
Preto, O Vestido.
Porque é um número perfeito, dizem.
Foi criada entre eles.
Falece as pálpebras, deixando-as escuras.
Anoitece a vida.
Faz o Grande estar Pequeno.

Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.
Garbo.

De Vestido Preto;
Trancada dentro de Si;
Fora do Mundo.
Olhos sem nada enxergar.
Transgredindo a Alma aos Ancestrais.
Um dia garota, dirás para si, diante do espelho:
Que hoje você não vai chorar até dormir.

Porta- retrato do mar

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Andar




Eu que carregado de amor estou
sem querer usar a primeira pessoa, pois sou outras também
tanto na primeira, na segunda e nas demais manhãs
carrego energias absorvidas das luas de primaveras, outonos...
é que na liberdade encontro todo esse amor que necessito.

Alimento-me de fragmentos e triângulos.
Tranformo-os em calmaria, e sorrisos desenfreados e absurdos ao seu ver;
um ver vulgar, fullgas e banal.

Desconheco-me a medida que caminho.
Ando para o conhecimento da vida, não de mim.
Vou voltar andando, sempre.
Abismo, colossal, com os pés que nunca descansam.
Hei um dia de morrer, e continuar a voltar andando;
Ir andando.

Deixo a fogueira da vida me queimar, até a imploro que isso faça.
Me acalmo com os rios e mares que em mim desaguam e nos que desaguo.
E os ventos que balançam meus cabelos
sopram em meus ouvidos que estou vivo.

Porta-retrato do mar.

domingo, 3 de junho de 2012

Confissão de um sonho quebrado






- Te dou um cigarro caso aceites sentar aqui comigo por um instante, é que sofro de uma doença degenerativa. Pretendo me matar.
Agora, todas as paginas da minha historia estão em branco. Confesso que já sabia da minha doença, mas, a maquiava com ilusões, sorrisos e até mesmo com amor.
Mas, há pouco decidi morrer.
Sei que é totalmente egoísta fazer isso sem a ninguém avisar.

-Aviso, aviso sim; ao vento, ao mar, a Deus, talvez aos meus criadores. A ninguém mais.
Sabe que nunca tinha me passado pela cabeça, isso, hoje passou, vejo como liberdade.
...
- Meu amigo, ontem tive sonhos tão perturbadores; tudo era tão distante, tão incerto, tudo resumia-se a um imenso buraco negro, no qual eu havia chegado ao fim, tocando a terra e nenhuma luz, no fim do túnel, melhor dizendo, do buraco.
Não sei se devo culpar alguém, talvez a mim. Se assim não for, não culparei a ninguém mais.
A cidade dorme, minha luz já não produz sombras, chove na Rússia.
Essas são minhas ultimas palavras, amigo.
...
E foi-se, caindo no esquecimento.

Porta, retrato do mar.